Gabriela Di Giulio passa a integrar a coordenação do programa Biota/Fapesp
- ciadapta2
- 24 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de set. de 2022

A coordenadora do projeto CiAdapta2 Gabriela Di Giulio agora integra a coordenação do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade (Programa Biota/Fapesp). O Programa é resultado da articulação da comunidade científica do Estado de São Paulo em torno das premissas preconizadas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). No Biota-Fapesp, Gabriela Di Giulio participa do projeto Biota Síntese.
Vinculado ao Programa Biota, portanto, o Biota Síntese – Núcleo de Análise e Síntese de Soluções baseadas na Natureza reúne pesquisadores, gestores e sociedade civil com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade em áreas urbanas e rurais. Lançado em maio de 2022, o Biota Síntese vem trabalhando junto à Secretaria de Infraestutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima), por exemplo, no embasamento e planejamento estratégico do Plano de Ação Climática (PAC) do estado.
Segue trecho de uma matéria sobre Gabriela Di Giulio como nova integrante da coordenação do Programa Biota, publicada nesta semana no site da iniciativa:
"Jornalista de formação e professora associada do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Gabriela Di Giulio é a mais nova integrante da coordenação do Programa Biota/Fapesp. A pesquisadora substitui Vanderlan Bolzani (Instituto de Química/UNESP), que participou da coordenação por 17 anos, de 2005 a 2022.
'Eu já comecei minha carreira de jornalista muito voltada à divulgação científica pois fiz a especialização nesta área logo após me formar. E foi nessa experiência em divulgação, dentro de um grande projeto interdisciplinar de pesquisa, coordenado pelo Prof. Bernardino Figueiredo, que fui instigada a pensar a comunicação em situações de risco, e as interações entre pesquisadores, atores institucionais e populações', conta a pesquisadora, 'acabei achando que ali tinha um escopo de pesquisa interessante: sobre a comunicação de riscos e incertezas'. O papel da mídia e da comunicação de risco na forma como as pessoas vão construindo suas percepções sobre temas como poluição e a contaminação de áreas por substâncias tóxicas e perigosas foi a temática de pesquisa de Gabriela Di Giulio no mestrado e no doutorado. Já no pós-doutorado, a pesquisadora procurou utilizar o arcabouço teórico estudado até então para a refletir sobre a comunicação e percepção de questões relacionadas às mudanças climáticas.
'A minha trajetória de pesquisa sempre foi de trabalho em grupo, em redes, em pesquisas que congregam diferentes áreas, sempre em busca de colaborações', explica a pesquisadora, 'perspectiva interdisciplinar sempre me motivou mais, acredito que essa forma de trabalho auxilia na compreensão de fenômenos complexos com os quais trabalhamos pois nos coloca numa relação dialógica, de saber ouvir, de ter empatia, muita curiosidade e de ter humildade também, em uma perspectiva de escuta e reflexão coletiva.'
Embora acompanhe o Programa Biota/Fapesp desde o período de estudos do mestrado, a aproximação se deu mais fortemente a partir da participação no projeto Biota-Síntese e as discussões sobre as possibilidades que as soluções baseadas na natureza apresentam nas suas relações com adaptação às mudanças climáticas, saúde, qualidade de vida e bem estar. Especialmente, o projeto tem possibilitado uma reflexão crítica sobre as interações entre ciência e política, tendo como enfoque a pesquisa participativa e um trabalho mais próximo com atores locais."
Leia aqui a matéria completa.
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